Como criar um banco de dados no software F6 Test, da Doble Engineering.

É possível criar uma estrutura topológica no F6 Test para facilitar a organização dos testes. Significa montar uma "árvore" de pastas, dividindo os relés por subestação, LT ou equipamento e ainda função no bay. Vamos fazer um passo a passo para conduzir o raciocínio de forma concatenada.

O primeiro desses passos é criar uma base de dados nova, através do menu "Arquivo - Novo". Com isso, surge uma tela para confirmação do lugar onde a base ficará armazenada e qual será o nome atribuído à mesma.


Agora temos a base criada e pronta para ser editada. Clicando com o botão direito em cima do nome da base, que fica no lado esquerdo da tela, é possível inserir os subníveis que determinaram nossa topologia. Para efeito de treinamento, criamos a seguinte hierarquia:

Surge então a necessidade de explicar alguns conceitos importantes do programa, para que a distinção fique clara para o usuário. A navegação é feita através de abas que vão mudando a medida que pontos diferentes do programa são acessados. Na imagem acima, são listadas 4 abas. A primeira traz o conceito de Plano de Testes, que permite separar, por exemplo, testes de comissionamentos de testes de manutenções posteriores. É o primeiro filtro para os testes. A segunda aba permite informarmos os dados sobre a LT e os gráficos de características (impedância, sobrecorrente, diferencial,etc). A terceira aba nos dá a possibilidade de configurar a interface que será usada nos testes, como entradas/saídas físicas ou lógicas e a quantidade de sinais analógicos necessários. A quarta aba é reservada para anotações ou para anexar algum arquivo importante. Essa é a tela da terceira aba, onde podemos verificar as conexões configuradas para os sinais analógicos.


Esta maneira de uso não é fixa, podendo ser adequada a cada caso. A intenção é mostrar que o software permite organizar os testes de forma parecida com a estrutura de pastas e arquivos que os usuários estão acostumados.

Um pouco sobre a caixa de testes F6150, da Doble Engineering.

A tarefa de verificar a funcionalidade de um relé de proteção nos dias de hoje está bastante simplificada devido às facilidades oferecidas por esses dispositivos conhecidos como Caixas de Testes. Estas permitem simular as inúmeras condições de falta em que o relé estaria submetido quando em operação, bem como implementar recursos do controle do bay, como contatos de disjuntores, chaves de seleção, entre outros, credibilizando os relatórios dos testes.

Uma dessas caixas responde pelo nome de F6150, da Doble Engineering. Possui design simples, 16 contatos para interface de controle (8 entradas e 8 saídas), fonte auxiliar DC(48,125 ou 250VDC), capacidade de sincronização por GPS para partida simultânea em 2 terminais, comunicação com o notebook de controle por Ethernet, envio e recebimento de mensagens GOOSE, entre outros recursos.

Pode ser controlada através, basicamente, de 2 softwares. Um é chamado de "Painel de Controle" e o outro é conhecido como "F6 Test". Estes possuem características distintas quanto aos objetivos. O primeiro possui interface mais simples e é utilizado para conferir a correta ligação da bancada ou ainda fazer alguns testes menos elaborados de pickup´s.



Já o F6 Test permite utilizar uma estrutura similar à navegação de pastas do Windows para organizar a base de dados, dividindo os testes por bay, por relé, por tipo de relés, como o usuário preferir. Um recurso interessante é que nesse ambiente podemos utilizar características da própria parametrização do equipamento que está sendo testado. Podem ser implementadas "curvas" de operação de sobrecorrente, utilização de arquivos ".rio" para relés de distância, slopes para relés diferenciais, ferramentas estas que podem agilizar os trabalhos do profissional responsável.


Segue um exemplo de utilização das características dos parâmetros específicos do relé em teste. Neste caso, o uso do arquivo ".rio".



Publicaremos depois mais alguns posts com algumas dicas de operação dos softwares, na forma de mini tutoriais, para ajudar no entendimento do uso das ferramentas disponíveis.

Como adicionar um relé Siemens em um projeto DIGSI?

Cada software desse segmento possui uma particularidade em relação a esse tópico.

No DIGSI, é relativamente simples para incluirmos um novo dispositivo em um projeto. É bastante comum precisarmos realizar esse procedimento em obras, comissionamentos ou até em bancadas, pois é o caminho para que tenhamos total acesso aos ajustes e configurações dos relés.

Há uma seleção de telas que registra todos os passos necessários até a conclusão da tarefa. Vejamos:

Passo 1: Anotar o MLFB (Código do Produto)

Esse código consta na lateral do dispositivo e nos informa as características de hardware do mesmo. Vou usar para o nosso exemplo um relé 7SJ64, com o seguinte código: 7SJ64255EB921FA0. Com isso feito, precisamos dizer ao DIGSI qual é o nosso equipamento. Fazemos isso através do caminho mostrado na tela abaixo:



Passo 2: Escolher o dispositivo

Com esse passo, o DIGSI vai abrir uma biblioteca chamada " Device Catalog ", que contém todos os relés disponíveis. Navegamos até o relé que queremos e adicionamos ao projeto. Vamos usar o Relé 7SJ642, V.4.7 . Depois que localizamos o relé, clicamos e arrastamos para a área de trabalho do DIGSI.



Passo 3: Digitar o MLFB

A ação anterior vai abrir uma tela chamada "Properties", onde iremos digitar o MLFB anotado. É simples e de compreensão rápida. Basta informar números e letras na mesma sequência encontrada no relé.



Pronto! Seu relé está pronto para ser parametrizado conforme a aplicação.

Conhecendo o DIGSI 4.82 - Siemens

Algumas vezes publicarei posts contendo o conhecimento básico das funcionalidades de algum software e suas principais características.

Hoje trago informações sobre o DIGSI 4.82. É um poderoso programa, do fabricante SIEMENS, onde é possível criar e configurar relés e sistemas, PLC´s, entre outros. Ajustes, lógicas, edição de displays e o gerenciamento dos dispositivos são feitos de forma integrada, facilitando o trabalho dos engenheiros e técnicos.

O programa está dividido em DIGSI Manager, DIGSI, Simatic CFC e Display Editor. Vejamos alguns detalhes de cada um:

DIGSI Manager : É o ambiente onde são criados a topologia do projeto e os equipamentos a serem utilizados. É o ponto de partida para o acesso à algum dispositivo em particular ou para algum dos demais softwares do pacote.



DIGSI : É o local onde são configurados os parâmetros dos relés, capturados dados de ocorrências e realizadas leituras de grandezas. São disponibilizadas informações sobre o estado atual do relé, quais foram as últimas faltas, oscilografias, log de eventos, entre outros.



Simatic CFC (Continuous Function Chart) : É o software utilizado para a criação e edição dos blocos lógicos, aplicados às funções de proteção e controle dos relés. É ligado diretamente com o DIGSI, através da Matriz de configuração.



Display Editor: Software para edição de telas ref. aos diagramas unifilares, medições e comandos dos equipamentos protegidos. Pode-se criar uma réplica do unifilar da SE onde encontra-se o equipamento, facilitando a compreensão do operador ou do mantenedor na hora da intervenção. Este recurso está disponível em alguns modelos apenas.



Com esses softwares, é possível gerenciar todos os dispositivos Siemens em uma instalação. Nas próximas postagens trago mais detalhes sobre cada um desses recursos.

Como comparar arquivos de ajustes no MiCOM S1 Studio - Areva

Existe uma ferramenta bastante útil no software MiCOM S1 Studio para os casos onde você não sabe qual é o arquivo correto a ser utilizado ou tem alguma dúvida em relação aos parâmetros de 2 arquivos.

A ferramenta é chamada "Compare" e é muito simples de aplicar. Basta acompanhar as telas abaixo:






















Dessa forma, fica mais fácil avaliar as ações e assim, diminuir o índice de erros nos procedimentos de carga e descarga de arquivos.